Fábrica de Berimbau
Publicado por cassioso em junho 2, 2008
“O desemprego do homem deve ser tratado como tragédia e não como estatística econômica.” – Papa João Paulo II
Segundo matéria da G1, Salvador possui taxa de desemprego de cerca de 20%. Isto é muita gente. Porém existem centenas de vagas de emprego em aberto. Uma pesquisa simples na catho me retornou mais de 1.800 vagas em aberto. Faltam pessoas qualificadas para estas vagas. Qual a solução? Qualificar nossa população. Como em um processo semelhante ao Japão pós-guerra, ou como o Paraguai fazia pouco antes de levar uma rasteira. Porém este processo é lento, muito lento, muito lento mesmo. Desconsiderando todos os empecilhos de burocracia, corrupção e cultara. da banalização e lucro sobre o que é imoral, ainda assim leva tempo. É difícil desfazer o estrago da falta de ensino em uma vida, talvez impossível recuperar o tempo perdido.
E se…
Tivéssemos uma engrenagem, ciclo de produção, máquina, indústria, sistema, fábrica! Isso, fábrica. Que nos ofereça empregabilidade de mão de obra em massa? Mão de obra com rápida e fácil qualificação. Que utilize a cultura local como produto de exportação. Que agregue valor e, ao mesmo tempo, conserve as tradições e patrimônios histórico-culturais. Porém, não basta empregar a massa. É necessário oferecer possibilidades de evolução. É preciso que a fábrica evolua, deixe de ser fábrica, se torne uma academia, centro de inovação, um trampolim para que as pessoas reencontrem sua dignidade.
Esta é a Fábrica de Berimbau.
Um ambiente de produção artesanal. Porém, não mais de produtos sobrevive o mercado. Mas sim de serviços e inovação. Que tal a Orquestra Sinfônica de Berimbau? Ok. Ok… pourco ortodoxa, porém, diferente, inovadora. Com academia sediada na Fábrica de Berimbau e tocando ao redor do mundo. Poderia ser composta pelos meninos que estão em sinaleiras atualmente. Os meninos de rua, quase que estrategicamente distribuídos pela cidade.
É isso aí.

Ramiro Musotto e a Orquestra Sinfônica de Berimbau « Salvador - Ba disse
[...] Estes comentários me lembraram da Fábrica de Berimbau. [...]